quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Purabossanova - Sérgio Britto & Rita Lee





É, ele se apaixonou pelo concreto. Um monte deles. Apaixonar é pouco, ele amou mesmo. Aí no meio desse tanto de concreto, tinha um imenso parque ao céu aberto. Lá ele descansava, recuperava as energias. Pelas ruas, onde ficava todo esse concreto, ele andava diariamente deslumbrado, sem acreditar que estava por ali. Em silêncio, sempre em silêncio, como uma prece, pra agradecer por estar ali, era seu sonho. Cortou aquelas ruas em todas as direções. Sentou nas inúmeras praças entre o mar de concreto, só pra observar aquele povo tão diferente do seu. Só pra observar e concluir que naquele instante ele fazia parte daquela realidade. Era de fora, mas se sentia mais dentro do que no seu próprio país. Era um refugiado de si mesmo. Um dia a vida atropelou ele lá, naquele mar de concreto e ele teve que voltar. Foi um dia triste, muito, muito triste. Foi embora contrariado, mas ali, naquele mar de concreto ele não conseguiu chorar. Aquele monte de concreto e as pessoas que ali adejavam a realidade, não oportunizava o choro. Era alegria demais estar ali. Mas aí, ele entrou no avião sozinho, sentou-se sozinho e ao afastar do solo, aí sim ele se desfez em tristeza. A tristeza do partir, do arrependimento, estava feito, a tristeza do medo. Está preso no meio, ego ferido, mil ideias sem execução. Sempre correndo atrás de uma espera que não acaba nunca. A espera de voltar pro concreto que ele amou.




sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Fake Tales of San Francisco - Arctic Monkeys



Hora de tirar as teias de aranha do blog. 

Tudo, mas absolutamente que escrevo aqui e o motivo de ter o blog, se justifica em mim mesmo. Isso aqui funciona como uma Penseira  (leia os livros de Harry Potter para entender). O que escrevo é pra mim. Não tem público alvo, e não visa agradar a ninguém, embora posicionamentos contrários sejam muito bem-vindos.

O título das postagens serão sempre nomes de músicas que gosto, que eu esteja escutando no exato momento que estiver escrevendo aqui.

A necessidade de escrever, de passar tudo para o papel, tem se tornado algo incisivo, uma vez que a cabeça não tenha dado conta de suportar tanta informação. Então isso aqui será um exercício com o objetivo tão somente de aliviar a cabeça, e vez ou outra emitir MINHAS opiniões.

Lendo as publicaçōes antigas , observei que elas versam em sua maioria em paixões platônicas, como bom Libriano que sou, por pessoas utópicas. Utópicas, porque as pessoas por quem realmente apaixonei embora existissem, eram reproduzidas pelo que eu almejava que elas fossem e de forma patológica (assim poderia dizer) projetava nelas o ideal do que elas não eram, ali no dia a dia. 

O problema é quando você descobre que a pessoa é exatamente o oposto da ideia que você projetava. Com o tempo e com vergonha na cara resolvi encarar de frente o que elas eram e cai fora, mesmo tendo sofrido com a ingratidão delas. Enfim, morreram no meu convívio e estão sepultadas nas memórias a serem esquecidas.

E me mostrei um nível de platonismo que eu hoje em dia abomino e desperta preguiça. Não estou pra isso mais. Coitado, estava ali prestes a completar 18 anos e depois na faculdade já com meus 21 anos completos. E o que uma pessoa de 18 anos tem na cabeça? Eu nessa idade só lia livros sobre a Segundo Guerra Mundial, cursava o terceiro ano do ensino médio e fazia cursinho pra passar na UFMG. 

Malogrei a aprovação na UFMG, agradeço hoje em dia, pois me tornaria um petulante como a maioria dos acadêmicos de Direito lá são. Qual o problema desse pessoal? Além disso, os discentes do curso confundem liberdade de expressão com algazarra generalizada. São todos pomposos ostentando a camisa preta escrito DIREITO UFMG, alguns estufam o peito, e outros ja carregam o Vade Mecum no primeiro período. Sim, eu já vi. Sim eu perguntei em qual período estava. 

Só queria entender a necessidade que as pessoas tem de se auto afirmarem o tempo todo. O retorno é uma satisfação tão volátil quanto a frustração que vem a seguir. Eu falo disso porque passei por isso, fui assim, e foi necessário pra crescer e ver que auto afirmar-se para os outros, é dar uma satisfação que você definitivamente não deve.



segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Esperar...Entender...Aceitar...

A tristeza e a ausência de estima parecem tão latentes e tão incisivas nestes dias. Agregam-se condições de difícil aceitação que demandam resultados que não há explicação. Percorro por entre os mínimos detalhes para procurar o erro,a omissão ou a irregularidade para que as coisas se encaminhassem para o resultado obtido. Simplesmente,não há respostas,conclusões. Aliado á isso,ao redor tenho tanta gente. Gente que vigia. Gente que gosta. Gente que odeia. Gente indiferente á gente. Gente que não tá lá. Gente que tá perto. Gente que tá muito longe da gente. Gente que nos admira. Gente que nos inveja. Gente. E todas elas compartilham a mesma inconstância,pelo qual tento ao longo da minha vida compreender. Por que tanta inconstância? Ninguém é obrigado a estar bem todos os dias! Mas as pessoas não podem de repente refletirem o seu mal estar no outro. É injusto. Eu apaixono. E sofro muito. Muito. Seria tão mais fácil não se apaixonar. Seria fascinante se apaixonar por quem se apaixona pela gente. E acontece isso. Ás vezes. Raras vezes. Quem dera me ser concedida tamanha dádiva. E eu já me apaixonei de novo. Tenho certeza que está acontecendo de novo! Mas a diferença será o controle. Serei comedido. Sufocarei e materei essa paixão por asfixia. Ou ela,ou eu.  Mas esses dias me fazem mal. Eu não estou bem,definitivamente. Tive dias felizes. E que felicidade. Seria tão prová-la mais vezes. E como as pessoas tem o poder de nos deixar tão alegres e nos levar ao paraíso e como estas mesmas tem a mesma capacidade para nos destruir e nos levar a tão grande tristeza. Mas o que podemos fazer? É esperar o tempo abrandar,Deus nos abençoar e tentar aceitar... A minha vida estacionou no inverno...

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O pra sempre,sempre acaba ...

De repente,me deu vontade de falar de você.Só nessa primeira frase,meus olhos já se encheram de água,mas eu vou seguir em frente.Escrever isso,talvez seja uma forma de reduzir essa saudade tão vil que anda torturando tanta gente que de alguma forma lhe apreciava.

Bem Lú,é até estranho escrever pra você,porque você não irá ler,mas acho que poderá sentir.Não vou escrever sobre o acidente.Irei escrever sobre o que você foi e o sobre o que você deixou.

Eu quero esquecer aquele dia.21 de junho de 2010.Alguns podem achar fraqueza,covardia ou até mesmo imaturidade por não saber enfrentar os problemas que a vida nos apresenta.Falem o que for,pois meu consciente me diz que isso tem outro nome: apego absoluto.

Bom Lú,você foi um exemplo de ser humano.O exemplo perfeito de como as pessoas devem viver suas vidas: intensamente como se fosse seu último dia.E você fez isso todos os dias.TODOS OS DIAS!Aproveitou muito.Sorriu muito.Sorriu pra mim tantas vezes.Que sorte a minha. Aonde quer que você chegasse,logo colocava a animação em todos e transmitia uma energia monstruosa que fazia com que todos de alguma forma lhe acompahasse.Pronto,isso é um pouco de você.Aliás,muito pouco pela sua vida agitadíssima,tão cheia de alegria e de pessoas que você marcou.A gente estava tão feliz naqueles dias Lú, com os jogos da Copa com boa parte da família assistindo os jogos aqui em casa,inclusive você.Você vibrava com cada a gol e vibrávamos com você.Mas naquele fatídico dia,você não assistiu o jogo com a gente e não foi a mesma coisa.Não foi mesmo,porque algo agoniava todos nós,mas não sabíamos o que. Você veio aqui,conversou com a gente e a última cena de você que eu me lembre foi você dizendo: "Tchau João,mais tarde eu volto".E pronto.



Que você era querida eu sabia.Qualquer lugar que fôssemos,Ludmila sempre fazia amigos.Isso eu aprendi com você.Era diversão na certa quando saíamos juntos.Cinema,casa da família,um almoço,ou os shows do O Rappa. Ah este último vai ser difícil.Eu fico imaginando como será.Afinal,era apenas nós dois que íamos ao show deles.E agora Lú?Acredita que até hoje não tive coragem de escutar a música deles.A saudade vem de todos os lados,mas ela vai se intensificar quando eu colocar O Rappa pra tocar.Não vai ter jeito Lú, e uma hora eu vou ter que escutar.Porque eu gosto da banda.E isso eu também aprendi com você.Não vai ter muita graça,mas eu vou porque se estivesse aqui,você iria comigo.


A saudade acorda com a gente todo dia de manhã.E com ela,as lembranças dos melhores momentos.E são tantos.Tantos. E por isso doi mais.E você não vai estar aqui nos próximos que virão.E você me prometeu uma viagem pra Ilha Grande,lembra?Esquece,não vai dar pra ir mais.Você sabe bem que da família,só eu e você gostamos de andar de barco e pra chegar em Ilha Grande,somente por este.



Eu tenho certeza de que você sabia o quanto era querida.Dia 21 de junho foi um dia pintado de cinza pra tanta gente Lú.Mas naquele dia havia um pedacinho de sol.Pedacinho de luz que vem nos iluminando e nos dando força.Sua filha Carol.Que presente maravilhoso você nos deixou Lú.A gente está aqui do lado dela e eu vou contar tudo de bom que a gente viveu.Vai demorar pra chegar ao final,pois é tanta coisa.Não quero que fuja nenhuma história.

A tua família,recebeu a saudade que veio pra ficar mesmo.O vazio que você deixou é grande e irreparável.O que vamos fazer daqui em diante é prencher esse vazio.E Carol vem preenchendo bem.Saudade que faz chorar de vez em quando.Saudade que faz rir de vez em quando.E saber que você é uma das estrelas que brilham no céu,já é um conforto grande.Não se preocupe se chorarmos. A gente vai ficar bem.Estamos bem. Mas é difícil um cão caminhar sem suas 4 patas.Ele consegue andar com 3,mas leva um tempinho para ele se acostumar.Mesmo manco,ele consegue viver bem e feliz.Ele sente falta da pata perdida,mas ele lembra que tem as outras 3 que ainda continua a levá-lo aonde ele queira.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

De novo e pela última vez

Ele se viu novamente perdido.
Tropeçou mais uma vez,e se afogou no coração.
Tocou-se de que era a mesma enrascada da paixão.
Naquela noite ele chorou tanto e prometeu o fim á desilusão.

No espelho,viu a imagem que há muito tempo não via.
Um olhar choroso,o rosto avermelhado e o sofrimento na respiração.
Prometeu para si uma vida mais estável,sem amores e castigo ao coração.
Daqui em diante,não mais amores,não mais paixões.

Ele agora vê que o tempo tudo transforma.
O que era belo e sólido no passado,agora é uma muralha despedaçada.
Outra muralha ergue-se e ele já não quer mais isso.
Pega o machado e destroi tudo o quanto antes a sua vida esteja novamente solidifcada.

Assim doi mais,mas assim ele o fez.
Ele sentiu de novo e pela última vez.
Não mais perdoaria o coração pelo o que ele fez.
Agora,o coração contaria velhas histórias que este mesmo desfez.

Ele começou a caminhar viu de longe o que o atormentara.
O coração bateu forte,tentando reconstruir a muralha,mas não conseguiu.
O alicerce tinha sido destruído.
Ele seguiu seu caminho,mas de amor ele nunca mais sorriu.

quarta-feira, 31 de março de 2010

O poeta que vive eternizando




O Grande Renato Russo completou 50 anos de idade no último sábado,27 de março!!!!! Ele é meu inspirador nato!Suas letras são tão profundas que nos levam realmente a pensar em tudo! RENATO RUSSO VIVE!


Ao poeta de todos os tempos,uma homenagem com uma de suas músicas que mais gosto:


Eu era um lobisomem juvenil
Renato Russo
Composição: Renato Russo/Marcelo Bonfá
Luzes e sentido e palavra - Palavra é e o coração não pensa

Ontem faltou água
anteontem faltou luz
teve torcida gritando quando a luz voltou
Não falo como você fala mas vejo bem o que você me diz
Se o mundo é mesmo parecido com o que vejo
prefiro acreditar no mundo do meu jeito
E você estava esperando voar
Mas como chegar até as nuvens com os pés no chão?
O que sinto muitas vezes faz sentido
E outras vezes não descubro o motivo
Que me explique porque é que não consigo ver sentido
No que sinto, no que procuro e desejo que faz parte do meu mundo
O arco-íris tem sete cores
E fui juiz supremo
Vai, vem embora, volta
Todos têm, todos têm suas próprias razões
Qual foi a semente que você plantou?
Tudo acontece ao mesmo tempo
Nem eu mesmo sei direito o que está acontecendo
E daí, de hoje em diante, todo dia vai ser o dia mais importante
Se você quiser alguém pra ser só seu
É só não se esquecer eu estarei aqui
Não digo nada, espero o vendaval passar
Por enquanto eu não sei
O que você me falou me fez rir e pensar
Porque estou tão preocupado por estar tão preocupado assim
Mesmo se eu cantasse todas as canções
Todas as canções, todas as canções
Todas as canções do mundo
Sou bicho do mato
Mas se você quiser alguém pra ser só seu
É só não se esquecer eu estarei aqui
Se você quiser alguém pra ser só seu
É só não se esquecer eu estarei aqui
Se você quiser alguém pra ser só seu
É só não se esquecer eu estarei aqui
Se você quiser alguém pra ser só seu
É só não se esquecer eu estarei aqui
Ou então não terás jamais a chave do meu coração

sexta-feira, 26 de março de 2010

Da amizade que vira amor,e do amor que vira amizade. Do sentimento alheio sabemos pouco até nos surpreendermos!

De longe ele veio caminhando!Parou para ver aquela figura que tanto lhe chamara atenção! Começou segui-la,averiguando os espaços que esta figura frequentava.Não tinha nada a ver com obsessão ou coisa semelhante.Era admiração e um possível sentimento nascendo!
Era tudo o que ele queria.Educação,beleza e uma semelhança extraordinária consigo mesmo! A figura dotava de singularidades que ele apreciava em exorbitância.
Ele já tinha conhecimento dos espaços que a figura frequentava e ainda munia-se das qualidades da figura.Em rápida investida,começou a conversar,perguntando da sua vida! A figura contou como era e ele foi pego de surpresa o quão semelhante era à rotina da figura que tento lhe chamara atenção.O coração batia forte,a respiração estava ofegante.A figura tudo percebendo, ofereceu-lhe a calma num sorriso.Era tudo o que ele precisava.Ele deu um passo como que de saída,mas deu uma última olhada para trás e vira que o sorriso na figura ainda se sustentava. A figura se aproximou e lhe ofereceu a amizade.Ele que de prontidão aceitou e dali surgiu um aperto de mão.Ele não acreditava que aquele tipo de pessoa ainda existia.Aquilo bastou!Não precisava de mais nada!Ele estaria satisfeito para o resto da vida!Mesmo que a figura desaparecesse,mas não foi o que aconteceu!O sentimento foi alimentado até que a amizade se transformou em amor.Mas ele se conteve e regrou a sua empolgação frente à amizade.Por um instante houve silêncio entre ele e a figura.O único som audível era o do coração.A figura lhe retribuiu mais um sorriso e ele não se conteve em alegria.
A coragem surgiu e ele disse: - Eu te amo,mas quero sua amizade. A figura sorriu e disse:
-Eu tenho por ti amizade,mas quero seu amor.